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Escolas democráticas: novas experiências

  Para pensar o trabalho educativo como instrumento de mudança é preciso que o educador mantenha, recupere ou adquira o sentido do trabalho escolar como efetivo poder de influenciar uma importante dimensão da realidade social – a subjetiva, mediante a criação de identidades, e, desse modo, colaborar para que aconteçam as mudanças sociais. Uma escola democrática é aquela que contribui para a criação de identidades democráticas, mediante instrumentos educacionais que favoreçam o aprendizado da participação, do cultivo da igualdade e da liberdade . Examinar o tema das escolas democráticas a partir da militância em movimentos sociais que buscam a democratização da sociedade significa equacionar o problema da tomada de posse da escola, transformando-a para que se coloque a serviço dos interesses desses movimentos sociais. No Brasil a história registra que houve mais antagonismo entre movimentos populares e escolas do que cooperação. Entretanto, a existência de alianças entre ambos o...

A importância do diálogo entre escola e sujeitos populares

  Em continuidade à reflexão que estamos fazendo sobre Educação Integral e Democracia, apresentamos hoje a importância da cooperação entre sujeitos populares, tal como se conceituou na comunicação anterior, e a ação concreta das escolas. Estudos existentes a respeito de alguns desses sujeitos populares mostram que ainda estão longe de ser uma realidade perfeita e acabada de solidariedade e democracia. Todavia, esses mesmos estudos apontam para a existência de elevado grau de partilha interna do poder e para a grande cooperação existente entre seus integrantes. Assim, se os movimentos populares constituírem-se em portadores válidos da vontade popular, podem tornar-se interlocutores para a descoberta dos reais interesses populares com relação à educação e ao ensino. Portanto, para aqueles que buscam, a partir de sua atuação nos diversos sistemas de ensino, o caminho da democratização, entendendo-a como a concretização dos interesses populares, o diálogo com sujeitos populares autên...

A construção de escolas democráticas

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                                                                                              Arquivo pessoal Como construir escolas democráticas que atendam aos reais interesses populares? Como saber quais são os interesses reais do povo? Evidentemente, também aqui, cada perspectiva teórica terá uma indicação a fazer. Serão os “iluminados” – aqueles que possuem as luzes da razão, modernamente coincidentes com os chamados tecnocratas, cujo saber que detêm seria condição suficiente para se tornarem condutores do povo?  Quem sabe o que precisa o povo é o intelectual que extrai este conhecimento de uma ciência sobre o povo, capaz de indicar o caminho? Como esse conhecimento é obtido? Com a participação ou com a exclusão do povo? Afinal, quem decide ...

Educação Integral e Democracia

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              Arquivo pessoal   Ao refletir sobre Educação Integral o tema da democracia apresenta-se com relevância. Tendo em vista esta realidade, serão apresentadas nas próximas postagens alguns conteúdos oriundos de pesquisas, debates e reflexões sobre a relação entre escola e democratização. Esse primeiro texto procura apresentar o problema que origina a necessidade de um pensar mais acurado sobre o que seja uma democracia. O exame das contribuições oferecidas por aqueles que se dedicaram e dedicam-se atualmente ao estudo da democracia mostra que os componentes essenciais de uma situação democrática são a ocorrência simultânea de dois valores na vida social – liberdade e equidade – e o governo ser exercido pelo povo. Propostos de forma genérica, esses elementos são aceitos por todos aqueles que se declaram democratas; o problema, contudo, tem sido a concretização desses valores, o peso a ser atribuído a cada um deles, a forma de a...

Aprender a conviver nas organizações escolares

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                                                                                      Arquivo pessoal Parte 2   O problema do sujeito nas relações humanas   A pessoa se torna sujeito coletivamente, no sentido comunitário e concreto da palavra. Ela se torna sujeito com outras pessoas. Se a tentativa é individual, ela será absorvida pela organização ou pela sociedade de massas. Aqueles que conseguem ter influência social aparentemente individualista, na verdade fazem parte de um grupo. É o grupo que ajuda a pessoa a constituir-se como sujeito. Estes sujeitos podem ser culturais ou corporativos. São grupos de pessoas que se reconhecem como pertencentes umas às outras, de tal modo que a pessoa fala: eu sou de tal grupo, de tal lugar. É uma identidade que lembr...

Aprender a conviver nas organizações escolares

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                                                                                       Arquivo pessoal Aprender a conviver nas organizações escolares *   Jair Militão da Silva Parte 1   O presente artigo originou-se de uma conferência dirigida a estudantes e docentes de pós-graduação em administração e buscou responder às demandas postas relativas à convivência nas organizações em geral e de modo especial nas escolares. O tema da convivência nas organizações escolares exige cada vez mais, de forma dramática, a atenção de todos que se dedicam à Educação. No mundo acadêmico o problema da convivência humana vem sendo tratado com o título de relações humanas. É, geralmente, sob a égide dessa denominação que se oferecem aos gestores escolares o conhecimento disponív...

Sentido da Vida em Perspectiva Interdisciplinar: uma Pedagogia para a Descoberta do Sentido da Vida

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                                                                                        Arquivo pessoal Parte II Perguntar-se sobre o sentido da vida E quando é a própria vida do sujeito e de seus semelhantes o objeto a ser conhecido? Aqui também o caminho é perguntar-se sobre o sentido. Por isso encontrar o sentido da vida é de suma importância para a compreensão da própria vida e a dos semelhantes. A observação atenta sobre o ser humano, sobre nós mesmos, pode indicar algumas características que nos ajudam a compreender como somos. Uma primeira constatação é a de que temos em nós um desejo de conhecer a realidade, de compreendê-la, de tê-la conosco, de entrarmos em comunhão com ela, de sermos capazes de criar unidade e viver desse modo com a realidade e, por isso...