A importância do diálogo entre escola e sujeitos populares

 


Em continuidade à reflexão que estamos fazendo sobre Educação Integral e Democracia, apresentamos hoje a importância da cooperação entre sujeitos populares, tal como se conceituou na comunicação anterior, e a ação concreta das escolas.

Estudos existentes a respeito de alguns desses sujeitos populares mostram que ainda estão longe de ser uma realidade perfeita e acabada de solidariedade e democracia. Todavia, esses mesmos estudos apontam para a existência de elevado grau de partilha interna do poder e para a grande cooperação existente entre seus integrantes.

Assim, se os movimentos populares constituírem-se em portadores válidos da vontade popular, podem tornar-se interlocutores para a descoberta dos reais interesses populares com relação à educação e ao ensino. Portanto, para aqueles que buscam, a partir de sua atuação nos diversos sistemas de ensino, o caminho da democratização, entendendo-a como a concretização dos interesses populares, o diálogo com sujeitos populares autênticos torna-se imprescindível.

Acreditar na validade do diálogo com sujeitos populares, tal como aqui são caracterizados, tem como pressuposto a crença de que a história é também fruto da ação humana e que tal ação não é privilégio de “heróis”, mas de grupos de pessoas. Por isso, mudar ou permanecer é obra de homens que vivem em relação concreta com outros homens e com a realidade que os transcende.

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