Escola de tempo integral no Brasil atual (2022): estatização da educação ou não?

 


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Algumas reflexões sobre a escola de tempo integral no Brasil atual (2022), a partir de uma interrogação sobre o papel do tempo integral na escola, na formação das crianças e jovens.

 

O último censo escolar indicou a existência de 124.840 escolas de ensino fundamental e 28.933 de ensino médio.

Ao contrário de alguns países, o sistema nacional brasileiro não imprime uma uniformidade nacional na ação curricular. É voz corrente a afirmação de que no Brasil cada escola é uma escola, ao contrário de um ministro da educação francês que se orgulhava em dizer que em determinado dia e hora todos os alunos franceses de um mesmo período estavam estudando a mesma coisa. As escolas podem ser comparadas por três elementos: os temas que apresentam ou deixam de apresentar aos alunos; os juízos de valor que emitem sobre esses temas; a forma como apresentam. Por exemplo: as escolas podem abordar o tema família. Uma pode dar um juízo de valor enquanto outra dá outro completamente diferente. Uma pode usar uma forma de depoimentos de famílias outra pode apresentar textos com provas para nota tornando o assunto antipático para as crianças e jovens.  Outra escola pode omitir o tema.

O que há de comum entre todas as escolas é a "cultura escolar" que se fundamenta na crença de que as pessoas são categorizadas pela hierarquia de conhecimento que a sociedade reconhece como válida mediante a outorga de títulos. Assim, os alunos do 2 ano sabem mais do que os do 1 e sucessivamente até chegar ao professor que sabe tudo.

Aqui a escola se propõe para a sociedade como o lugar do saber válido e se acha capaz de falar de tudo.

Uma das lutas culturais atual, a meu ver, que é estratégica, é o direito de falar "com autoridade " sobre quem é o homem e que é a sociedade.

Se for deixada só à escola esse direito, a família, a Igreja, perdem o espaço de protagonistas na formação das crianças e jovens. Outro ator social são os meios de comunicação.

Assim, penso que a escola de tempo integral, só pelo fato de prolongar a permanência dos educandos no local não é o principal problema. Dependendo da escola pode até ser um benefício para as crianças e jovens.

Penso que o necessário seria fortalecer a educação familiar e a educação da Igreja.

Como se sabe, já existem experiências que conjugam esses dois elementos tão importantes para a melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade.

Comentários

  1. O artigo é especial para mim. Sempre acreditei que a escola tem sua função, que não elimina minhas responsabilidades como Pai e que a fé pode elevar as pessoas a um contato com algo maior que si mesmas. Isto torna a educação uma missão realmente integral.

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